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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Resenha | Vlad: A Última Confissão, de C.C. Humphreys

Todo mundo em algum momento da vida já valorizou uma boa história de vampiros, certo? E como bons leitores ou telespectadores em algum momento tivemos acesso à história do temível Conde Drácula, mas o que muitos desconhecem é que a história escrita por Bram Stocker foi inspirada em em Vlad Dracul, o Príncipe da Valáquia, mais conhecido como O Empalador.

O livro escrito por C. C. Humphreys conta, ao que tudo indica, a real história de Vlad. O jovem príncipe, ainda quando criança, fora entregue pelo pai aos muçulmanos, assim como seu irmão, Radu. Os príncipes foram criados como se muçulmanos fossem, frequentavam as escolas, compartilhavam a filosofia, mas acabavam sofrendo preconceito, principalmente de Medmed, o filho do Sultão.

Após algumas intrigas com Medmed, Vlad, foi "condenado" a frequentar a pior escola da época, uma escola que tinha por objetivo ensinar torturas. O jovem príncipe, que sempre fora muito culto e apreciador de belas artes, se viu obrigado a praticar e a presenciar as mais terríveis torturas. 

Após o terrível período na escola, Vlad descobre que seu pai e seu irmão mais velho foram covardemente assassinados pelo seu primo e, inesperadamente, recebe apoio dos muçulmanos para retomar o trono em troca de sua lealdade. 

E assim o ingênuo e culto Vlad dá o primeiro passo rumo ao que deu origem a sua fama.

A história de Vlad é narrada através de três depoimentos durante o seu julgamento póstumo. Ilona (amor da vida do Príncipe), o melhor amigo do voivoda e o seu confessor são os responsáveis pela narrativa.

O livro aborda de forma dinâmica e cheia de detalhes a vida do Empalador e assim descobrimos a origem de seu apelido, o que lhe fez agir de forma tão violenta e o que tanto chamou a atenção de Bram Stocker para incluí-lo em uma história de vampiros. Também temos acesso à personalidade extrema cristã de Vlad, fato que o motivou a inúmeras vezes a lutar em nome das Cruzadas.

Por fim, a história apresenta um final fantástico e surpreendente, digno de uma história de lutas, aventuras, superações, vingança e sangue, muito sangue. Indico o livro a todos que desejam conhecer um pouco mais sobre esse período da história e sobre esse icônico personagem cheio de mistérios.

Resenha | Diana A Verdadeira História, Diana O Último Amor de Uma Princesa e Grace A Princesa de Mônaco

Hoje vou fazer uma resenha um pouco diferente, vou reunir em um único texto as histórias de duas grandes mulheres contadas em três livros.

Nos dois primeiros, Diana A Verdadeira História e Diana O Último Amor de Uma Princesa, temos o relato dos acontecimentos da vida da memorável Lady Di (Princesa Diana do Reino Unido).


O primeiro livro, escrito por Andrew Morton em "parceria" com a própria princesa, traz dados, fatos concretos e críticas ao mundo monárquico, tudo, por óbvio, através da visão da princesa. Começamos através de momentos da sua infância, a relação com o irmão, o divórcio dos pais e a educação nos diversos internatos. Considero esta a parte mais importante do livro, pois nesse pequeno início que observamos o nascimento de traumas e conflitos que justificaram os seus atos na vida adulta.

Ao longo de toda a história narrada (repito, através do ponto de vista da Princesa), há denúncias contra a falta de sentimentos do Príncipe Charles e as atitudes desesperadas de Lady Di para obter o mínimo possível de atenção. Ainda, logo no início, observamos as traições por parte do Príncipe de Gales e o conflito em que se encontrou a futura Princesa nas vésperas de seu casamento.

Por fim, o livro é um relato aberto sobre a vida da Princesa enquanto "prisioneira" do sistema monárquico, levando em consideração aspectos pessoais e ponderações da própria Corte. De outra mão, o livro deixa um pouco a desejar a respeito da vida da Princesa após o divórcio, deixando margem para a credibilidade das informações divulgadas pelos urubus da imprensa da época.

No segundo livro, temos exatamente os relatos posteriores ao divórcio e, devo admitir, este se tornou um dos livros mais sensacionalistas que já li. Explico. 

A história narrada no referido livro, Diana O Último Amor de Uma Princesa, foi construída com base em informações de "segunda linha", ou seja, informações de pessoas que pouco participaram da vida da Princesa ou até mesmo de pessoas que conheceram alguém com quem a Princesa em algum momento da vida desenvolveu um único diálogo. Portanto, um livro fundado basicamente em fofocas. E o pior, deu origem a um filme (Diana) tão ruim quanto.


Assim, não acho que seja necessário desenvolver o conteúdo do livro, pois achei realmente difícil de absorver as "prováveis verdades".

O terceiro e último livro se chama "Grace, a Princesa de Mônaco" e propõe mostrar a evolução de Grace Kelly à Princesa Grace. 

Nas primeiras páginas, o livro relata aspectos da infância de Grace, menciona seus familiares e a influência que tiveram em suas escolhas, e resume sua vida profissional, referindo, inclusive, os comerciais e as peças de teatro das quais participou. A história segue linear até o episódio em que, por obra do destino, conhece o Príncipe Rainier e sua vida muda drasticamente. 

O maior pecado do livro é oferecer poucas informações sobre Grace, limitando-se em relatar aspectos da vida pregressa do Príncipe de Mônaco, seus ancestrais e outras inúmeras informações sobre a vida dos filhos (Príncipe Albert, Princesa Carolina e Princesa Stéphanie). Tal "defeito" não retira o brilho que a história possui, mas de certa forma ilude, pois criamos expectativas acerca do título e esperamos obter detalhes da vida de uma das personalidades mais carismáticas da história das monarquias.

Um detalhe que me chamou muito a atenção e inclusive é relatado tanto em "Diana, a Verdadeira História" quanto em "Grace, a Princesa de Mônaco" foi a dificuldade que ambas tiveram de se adaptar ao novo mundo. Enquanto Grace teve todo o apoio necessário de seu amado marido, Diana teve que aprender as regras através dos erros e das críticas da imprensa e de sua própria família (principalmente de Charles). Aliás, importante ressaltar que a Princesa Grace, conforme relatado nos dois livros, foi uma das poucas pessoas que ofereceu sua amizade e compreensão à futura Rainha ao tentar ajudá-la a absorver as novas normas.

Outro detalhe, é que as duas Princesas, vítimas dos ataques constantes da mídia, perderam suas vidas em acidentes automobilísticos. A Princesa Grace, conforme sugere achados médicos, teria sofrido um derrame enquanto dirigia, fato que a impediu, talvez por perda de movimentos, de frear o carro. Com relação à Princesa Diana, bom, aqui temos uma série de teorias conspiratórias, mas, segundo versão oficial, o carro em que estava teria colidido em razão da embriaguez de seu motorista.

Peculiaridades e teorias a parte, o importante é observar o legado de boas ações que as duas personalidades deixaram para a humanidade e o quanto a sua humildade teve papel fundamental para que pudessem concretizar muitas de suas ações. As duas Princesas são dignas de terem suas memórias preservadas, sobretudo em razão da bondade inquestionável e do brilho que trouxeram a inúmeras vidas mundo a fora. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Resenha | Minha Breve Historia, de Stephen Hawking

Após assistir ao filme "A Teoria de Tudo", ganhador do Oscar de melhor ator pela atuação de Eddie Redmayne, minha concepção sobre Stephen Hawking mudou completamente e então passei a me interessar mais por sua história, fatos que me motivaram a ler o livro "Minha Breve História".

"Minha Breve História" é um livro curtinho, tem pouco mais de 120 páginas, escrito pelo próprio Hawking e, como o próprio nome sugere, conta de forma bem resumida a vida do famoso físico.

Na época em que assisti ao filme, descobri que sua história era baseada no livro, de mesmo nome, escrito por Jane Hawking (ex esposa de Stephen),  que me levou a acreditar que a versão apresentada era um tanto quanto romântica, sobretudo no que diz respeito a uma "suposta traição" de Jane. No entanto, ao ler a versão do físico, identifiquei que muito fatos coincidem, exceto quanto a "traição", pois em nenhum momento Stephen supõe de forma concreta. O que é de se esperar.

Quanto à leitura, o livro possui uma linguagem fácil, uma das características que Hawking adota em suas publicações, fato que aliado ao tamanho, como dito, possui pouco mais de 100 páginas, garante uma leitura rápida (em li em apenas 1 dia!) e bastante agradável.

Ao fim desa leitura, minha opinião Hawking, obtida através do filme, se confirmou pois as versões são compatíveis, no entanto, ainda pretendo ler o livro de Jane, apenas com o objetivo de garantir o "contraditório".

Assim, deixo aqui uma dica de leitura para quem quiser saber um pouco mais sobre o físico que surpreendeu (e ainda surpreende) o mundo com suas teorias e exemplo de superação.