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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Resenha | Todos Os Nossos Ontens, de Cristin Terrill

Todos os Nossos Ontens, escrito por Cristin Terrill, não é apenas um livro de capa bonita que veio acompanhado de um marcador de páginas fantástico. O livro é simplesmente uma das melhores distopias que já li.

A intenção da história é deixar o leitor com a pulga atrás da orelha diante da afirmação "destrua o passado para salvar o seu futuro", sobretudo ao obriga-lo a imaginar como que raios seria possível realizar tal proeza e o que há de tão ruim no futuro.

Assim, a história começa nos apresentando Em e Finn, dois prisioneiros do terrível Doutor, em algum momento no futuro. Os prisioneiros são constantemente torturados a fim de que revelem a localização de algo (ainda desconhecido pelo leitor) essencial para o Doutor e o governo (que estão destruindo o mundo).

Em um determinado momento, Em se dá conta de que a única forma de evitar o destino trágico do mundo é alterando o passado. Mas como? Obviamente não contarei, mas digo que no universo apresentado no livro é possível.

Em e Finn acabam então voltando ao passado, momento em que devem, ironicamente, correr contra o tempo para realizar as devidas alterações, mas evitando atitudes drásticas que possam trazer resultados mais negativos ao futuro.

E então fica a pergunta: "Será que Em e Finn conseguirão alterar o futuro como planejado?" Bom, só lendo para saber.

Quanto à leitura, posso dizer que foi extremamente agradável e fluída, graças aos momentos constantes de ação. Ainda, além da história de Em e Finn do futuro, em contraste, acompanhamos a história de Marina (Em) e Finn do presente, que buscam entender o porquê de tantos acontecimentos malucos e aparentemente sem sentido.

Todos os Nossos Ontens se tornou uma das minhas melhores leituras do gênero em 2015 e item permanente da minha lista de indicações de leitura.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Resenha | A Desconhecida, de Peter Swanson


A Desconhecida, escrito por Peter Swanson e publicado pela editora parceira Novo Conceito, promete apresentar uma história sombria com um quê de Hitchcock.

Antes de continuar, para aqueles que desconhecem, quando o livro diz "Hitchcock", ele se refere ao diretor cinematográfico Alfred Hitchcock, conhecido por ser o mestre o suspense e dirigir, entre outros, os clássicos filmes Psicose e Os Pássaros.

Feita essa ressalva, percebemos que a promessa feita é de grande responsabilidade, o que cria grandes expectativas.

Logo no prefácio, o Autor nos apresenta o protagonista, George Foss, que está a procura de algo que nem ele sabe o que é, deixado por uma pessoa ainda não apresentada na história, mas que presumimos ser a desconhecida a que o título se refere. Por óbvio, essa simples apresentação já é suficiente para começar a nos intrigar.

Quando a história de fato se inicia, somos apresentados a um George normal que leva uma vida chata (um adulto que trabalha com algo que não é exatamente o que gosta, mas que é suficiente, e cuja vida amorosa é confortável e descomprometida) mas motivada por sua obsessão em reencontrar uma antiga paixão da juventude, uma fugitiva da polícia.

Ainda logo no início, George sem querer (ou ao menos ele assim acha) encontra sua paixão em um dos bares que frequenta assiduamente, dando início, assim, a toda a trama proposta.

A história do início ao fim manipula o leitor de forma razoalvelmente eficaz, pois acompanhamos a história na perspectiva de um homem cegamente apaixonado e bastante influenciável, o que torna a trama um mistério ansioso por ser desvendado e consideravelmente traiçoeiro.

Nesse sentido, até certo ponto, a história de fato cumpre o prometido, ou seja, apresentar um mistério inspirado nas histórias contadas no cinema pelo mestre Hitchcock, contudo, a criação das conspirações e mistérios acaba se desenrolando de forma infantil e transmite a ideia de que a escrita do autor é imatura.

Assim, na minha concepção, a história que durante boa parte de seu transcurso apresentava grande potencial acabou se perdendo diante da aparente "falta de prática" da escrita do autor, o que influenciou negativamente na resolução da trama e consequentemente na desestruturação da lógica do suspense.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Resenha | Para Continuar, de Felipe Colbert

Felipe Cobert, editor e autor da Editora Novo Conceito, presenteou os leitores  com mais uma emocionante e sensível história. O autor, que já havia lançado Belleville pela mesma editora, lançou neste segundo semestre de 2015, o livro Para Continuar.

Na história acompanhamos Leonardo César, um garoto comum, como você e eu (exceto por possuir insuficiência cardíaca), que conhece no metrô de São Paulo uma linda jovem asiática e por ela se apaixona. Bom, já sabemos que uma nova paixão e problemas cardíacos formam uma combinação perigosa, mas e se misturarmos a esses pontos a máfia japonesa e misteriosas lâmpadas típicas da mencionada cultura oriental? Parece estranho, né? Mas te garanto que não é.

Ayako, jovem por quem Leonardo se apaixona, vive com seu avô e Ho, no andar de cima de uma pequena loja, localizada no bairro da Liberdade. Quando Leonardo descobre o local, de imediato toma uma dose de coragem e tenta se aproximar de Ayako. Porém, as coisas acabam não saindo como planejado, pois na visita, Leo descobre que Ho é perdidamente apaixonado pela japonesa e que ele é primo de Kong, o líder da gangue que domina o bairro.

De outro lado, temos o mistério que cerca as curiosas lâmpadas orientais escondidas no porão da loja, que de forma alguma podem ser descobertas e/ou tocadas por qualquer um que não seja Ayako ou ojisan (seu avô). Assim, a dupla, como manda a tradição familiar, cuida e protege o local e garante a "sobrevivência" das lâmpadas e, sobretudo, garante a "sobrevivência" daquilo que elas representam. O que pode ser bastante perigoso.

Falei que a combinação não era estranha, não é?

Como vocês já devem ter percebido, o que mais me chamou a atenção na leitura, além da abordagem da cultura oriental (que acho fantástica), foi a sensibilidade do Autor, pois através de sua escrita, o leitor consegue sentir a pureza da história, o que deixa a leitura irresistível.

Contudo, para descobrir o desfecho da história e o que acontece com o triângulo amoroso, as lâmpadas e a máfia, você precisará ler o livro, porque resenha alguma conseguirá transmitir de forma adequada a sensibilidade da história e os elos que unem esses aspectos aparentemente desconexos. Mas posso garantir que vale a pena!

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Resenha | 172 Horas Na Lua, de Johan Harstad

172 Horas Na Lua é um dos recentes lançamentos da Editora Novo Conceito, parceira do blog, e conta a história de três adolescentes que são sorteados dentre milhões para viajarem à lua, durante uma expedição oficial da NASA.

Quando li a sinopse do livro, prontamente lembrei de "Perdido em Marte", de Andy Weir, livro que já tem resenha aqui no blog, e também do filme Apollo 18 (não confunda com Apollo 13, filme com Tom Hanks e que eternizou a expressão "Houston, we have a problem"), então quando recebi o exemplar, não pensei duas vezes antes de iniciar a leitura imediatamente. Então, sem mais delongas, vamos para a resenha!

A história de "172 Horas na Lua" se passa no ano de 2018 e em comemoração às cinco décadas desde que o homem pisou na lua pela primeira vez (e devido a mais um motivo obscuro de conhecimento apenas dos top top da NASA), a NASA decide levar três adolescentes na sua nova expedição à Lua, que utilizará pela primeira vez a base lunar DARLAH-2, que até então era desconhecida do mundo inteiro.

Os três adolescentes escolhidos são de origens diversas, Mia é da Noruega, Midori do Japão e Antonie da França, e com personalidades ainda mais diferentes, porém com destinos entrelaçados. 

Após a seleção, passam a receber um forte treinamento da NASA, ficam conhecidos no mundo inteiro e quando partem rumo à grande aventura de suas vidas, ao lado de profissionais qualificados, passam a ser o centro das atenções ao escreverem uma nova página na história mundial.

No entanto, chegando à lua, coisas estranhas começam a acontecer: portas se fecham sozinhas, o equipamento de energia é destruído por algo desconhecido, pessoas começam a agir de forma estranha e outras desaparecem, e quando percebemos tudo vira de pernas para o ar.

Mas o que teria causado tudo isso? A equipe pode ter esperança de voltar para a Terra? Qual o envolvimento da NASA? Qual a finalidade da DARLAH-2?

Bom, esses são questionamentos que são respondidos de forma muito rápida no livro, pois o autor economiza o suspense e despeja todas informações em curto espaço de tempo, ponto que achei negativo no livro. Outro ponto é que a construção das personagens é bastante fraca, principalmente os adolescentes, que são superficiais, embora protagonistas.

De outra mão, adorei a história de modo geral, principalmente sua vinculação com aspectos reais apresentados ao final do livro, que me causou um certo arrepio ao finalizar a história mas não evitou que eu desse apenas três estrelas na avaliação do livro no skoob.

Deixo aqui, por fim, o trailer do filme Apollo 18 (abaixo), para aqueles que ainda não o conhecem e minha recomendação de leitura de 172 Horas Na Lua para quem deseja conhecer uma história rápida e "de arrepiar", principalmente para uma maratona do horror em outubro.

Resenha | Fragmentados, de Neal Shusterman


Fragmentados - Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria .

Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.

O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.

Fragmentados, um dos lançamentos da Editora Novo Conceito, é, também, uma distopia cheia de aventura. A história se passa em um período pós guerras (até metade do livro não sabemos exatamente as motivações da eclosão da guerra, tampouco os motivos que a encerraram), em que é normal crianças serem abandonadas na porta da casa de estranhos, que são obrigados a ficar com elas, assim como é normal crianças serem enviadas para fragmentação. O fenômeno da fragmentação é outro ponto que vamos descobrindo ao longo do livro, pois temos que, ironicamente, ir juntando as peças para compreender o seu conceito e entender o seu funcionamento.

Nesse mundo pós guerras, Connor, sem saber o motivo, é enviado pelos pais para a fragmentação. De outro lado, temos Risa, uma menina tutelada pela estado, que é enviada para fragmentação, porque o Governo quer cortar despesas. E, por último, temos Lev, um menino de uma família tradicional, que é enviado para a fragmentação como dízimo (como oferenda à Deus). Os três jovens, tem seus caminhos cruzados quando estão prestes a chegar ao Campo de Colheita (local onde se realiza a fragmentação) e no meio da situação, se veem fugindo do local.

A partir da fuga, as relações entre o trio começam a se estreitar até o momento em que se separam e depois se reencontram no Cemitério (antigo cemitério de aviões, que serve de abrigo para os fragmentários foragidos). E é aqui, meus amigos, que o "vuco vuco" fica sério.

Até boa parte do livro, o leitor não tem noção da complexidade e da monstruosidade que é a fragmentação e, como dito, temos que ir juntando as peças até conseguir visualizar o quadro completo. No entanto, em um dos capítulos finais, temos uma descrição parcial do procedimento, o que não é nada agradável. 

O livro pode ser visto como uma interessante crítica social, ou pelo menos, uma crítica futura da sociedade, sobretudo no que diz respeito a supervalorização dos ideais pessoais em que relação a própria vida humana. A guerra que acontece no livro foi resultado do conflito entre aqueles que eram favoráveis ao aborto e aqueles que defendiam o movimento pró vida, sendo a guerra finalizada após o acordo que instituiu a fragmentação (procedimento que, a grosso modo, dá "um jeito" nos cidadãos indesejados pela sociedade, sem por fim às suas vidas). Assim, vemos que a necessidade da defesa dos ideais (pró aborto x pró vida) se sobressai em relação à consideração da dignidade da pessoa humana (o princípio mais defendido no mundo dos dias de hoje).

Assim, de forma geral, posso dizer que a leitura foi bastante agradável e corrida, pois sempre temos acontecimentos cheios de emoções e que ocorrem com algum propósito útil à narrativa, ou seja, os personagens vivem se ferrando, mas não à toa. De outra mão, a narrativa tem alguns alguns pontos falhos e, até certo ponto, de resolução infantil, o que não chega a ser um problema que afeta efetivamente a história. Por fim, digo que a história (que já está em fase de pré produção para os cinemas) teve um desfecho que induz a uma continuação, que espero, sinceramente, que ocorra.

Resenha | Apenas Um Dia, de Gayle Forman

Recebi de parceria com a Editora Novo Conceito o livro Apenas Um Ano, da escritora Gayle Forman, mas quando peguei o livro para ler, me dei conta de que não havia lido o primeiro livro (acho que fiquei hipnotizada pela capa)! Então corri para uma livraria e comprei o "Apenas Um Dia".

Apenas Um Dia conta a história de Allyson, uma adolescente atípica (sempre procurou andar na linha e não decepcionar os pais), que ganha uma turnê pela Europa como presente de formatura do ensino médio e lá acaba encontrando um motivo especial para "sair da linha".

Alguns dias antes de terminar a turnê, Allyson conhece Willem, um jovem ator de rua que interpreta personagens das obras de Shakespeare, por quem de imediato sente algo especial. Assim, durante uma conversa, acaba contando a Will que seu desejo era conhecer Paris, mas que em razão de uma greve na cidade, a turnê não pode por lá passar. Então Will, dá a ideia de juntos passarem um dia em Paris.

Willem e Lulu, parte então para Paris.

Espera aí. Lulu?

Bom, Willem dá à Allyson o apelido de Lulu, por achá-la muito parecida com uma famosa atriz do cinema mudo.

Voltando ao assunto, Willem e Lulu partem para Paris a fim de sair da rotina, literalmente. No caminho, Lulu começa a perceber um estranho comportamento de Will, principalmente no que diz respeito a outras meninas: o guri arrasta asa para todas de forma escancarada! Mas Lulu acaba cedendo aos encantos do rapaz e segue viagem.

Chegando a Paris, Lulu mais uma vez se decepciona com Will: o jovem a leva para conhecer, ainda que não intencionalmente, uma de suas "ex" e durante uma caminhada ainda para para pegar o telefone de outras duas garotas!!!! Mas tudo bem, Lulu se mantém firme e forte ao lado do rapaz, principalmente na hora de encontrar um local para dormir (se é que vocês me entendem).

No dia seguinte, quando acorda, Lulu percebe que Will não está mais no local, que sua mochila está revirada, seu relógio sumiu e então, em meio ao desespero, percebe que foi abandonada. ABANDONADA.

Então Lulu, digo, Allyson, retorna aos Estados Unidos, se sentindo usada, abandonada e acima de tudo, com aquele sentimento de ter deixado para trás, não só uma rápida paixão, mas tudo aquilo que havia colaborado para que ela tivesse coragem de demonstrar quem ela realmente era.

Não contarei mais detalhes do enredo para evitar spoiler, mas o que posso dizer é que o livro termina com uma grande reviravolta (então se você ainda não leu o livro, antes de lê-lo já trate de comprar o "Apenas Um Ano"!) e um mix de sentimentos (até agora não consegui identificar um sentimento predominante).

Ainda, posso dizer que ODEIO O WILLEM. Simples assim. Mas sinceramente espero mudar de opinião porque, afinal de contas, Will e Lulu formavam um casal fofíssimo e, além disso, convenhamos, é mais reconfortante acreditar no amor.

De outro lado, AMEI a inserção de Shakespeare na história, pois indiretamente somos apresentados (ou lembrados) à grandes clássicos que combinam perfeitamente com diversos pontos da narrativa de Gayle. Mais uma mistura interessante.

Por fim, posso dizer que, embora eu estivesse esperando uma história razoavelmente infantil, fiquei bastante surpresa, tanto com o enredo, quanto com a sua construção, pois, também, mesmo possuindo uma escrita simples e fácil, o livro nos transfere uma carga significativa de emoções, uma das característica mais procuradas e valorizadas pelos leitores.

Resenha | A Lista, de Cecelia Ahern

Cecelia Ahern ficou conhecida pelo livro P.S. Eu Te Amo, publicado em 2004 e adaptado para os cinemas em 2007, sendo que a partir daí a jovem autora escreveu uma série de livros de sucesso, dentre os últimos Simplesmente Acontece (também adaptado recentemente para os cinemas) e A Lista (tema desta postagem).

Em A Lista temos mais uma história desencadeada pela morte de uma personagem, assim como em P.S. Eu Te Amo. Constance, uma editora respeitada no meio em que trabalhava, descobriu que possuía câncer, doença que a levou à óbito, e cuja melhor amiga, Kitty, é a protagonista da história.

Kitty, uma jovem e talentosa jornalista, trabalhava na revista de Constance e em uma emissora de televisão, sendo que nesta última Kitty acabou pisando na bola ao acusar injustamente, em rede nacional, um pai de família de abuso sexual, fato que lhe rendeu suspensão do emprego, um processo judicial e o início de todo o drama.

Um dia, em uma visita à Constance no hospital, Kitty a questiona se existia alguma matéria que ela gostaria de escrever e que até aquele momento não havia encontrado uma oportunidade, prontamente a editora diz que sim, mas que o assunto da matéria ela só revelaria na próxima visita da amiga. No entanto, a próxima visita nunca ocorreu porque Constance acabou falecendo.

Assim, com o ocorrido, a equipe da etcetera, revista de Constance, resolveu dedicar a publicação daquele mês à sua fundadora e Kitty ofereceu a ideia de realizar a homenagem ao escrever a matéria que a editora sempre quis escrever. Contudo, o problema de conseguir desenvolver a matéria era que Kitty não fazia a menor ideia de seu conteúdo e a única pista que havia conseguido era uma lista contendo o nome de 100 pessoas aleatórias.

Sem revelar muitas informações para evitar spoilers, posso dizer que a missão de Kitty serve como lição de moral e como uma forma de recolocá-la nos eixos (de certo modo segue a mesma "filosofia" utilizada em P.S. Eu Te Amo). Além disso, a história apresenta uma essência carismática, bastante sensível e com alguns toques de comédia, drama e até mesmo um suspensezinho, o que transforma a leitura em um processo fluído e com gostinho de quero mais.

Por fim, de forma resumida, ainda posso dizer que gostei bastante da história e do estilo da escrita (foi meu primeiro contato com a Cecelia, pois apenas havia assistido ao filme de P.S. Eu Te Amo), o que me deixou morrendo de vontade de ler os outros livros da autora. De outro lado, o único aspecto que fez com que o livro perdesse pontos na minha avaliação, foi a forte semelhança com a estrutura de P.S. Eu Te Amo (filme), o que deixou a história um pouco previsível. Mas mesmo assim, não vejo a hora de que a história ganhe uma continuação ou, melhor, uma adaptação cinematográfica (por favor!).

Resenha | A Mais Pura Verdade, de Dan Gemeinhart

Primeira resenha da parceria com a Novo Conceito aeaeaeaeaeaeae! E, gente, comecei com o pé direito! Que livro! Acompanhem o meu raciocínio: um livro com uma criança como protagonista é fofo, não? E um livro com um cachorro? Fofo também, né? Agora, juntem um menino e um cachorro em um livro, aliás, juntem um menino doente e um cachorro em um livro. MEU DEUS. CHOREI.

A história de A Mais Pura Verdade começa com Mark, um menino aparentemente travesso, fugindo de casa com o seu cachorro para viver uma aventura. No entanto, ao longo da aventura, vamos conhecendo Mark e seu cachorro, Beau. Descobrimos que o menino possui uma doença grave e que Beau é um animal peculiar, é meio claro e meio escuro, além de ser muito fiel, até que finalmente entendemos porque Mark fugiu e o que ele pretende fazer com a sua vida.

A Mais Pura Verdade é uma história de superação e sobretudo de amizade, pois temos a batalha de uma criança contra uma doença grave e um grande exemplo de amizade entre Beau e Mark e entre Mark e Jess, sua melhor amiga da vida.

A narrativa é bastante simples (possível realizar a leitura em poucas horas), cheia de momentos de tirar o fôlego (afinal, é uma aventura!) e outros tantos momentos emocionantes (passei o livro inteiro querendo pegar o Mark no colo e trazer para casa e ainda não perdi as esperanças de raptar o Beau). Ainda, a história possui os ingredientes básicos para uma cativante adaptação cinematográfica (por favor), daquelas que nos fazem rir, chorar, torcer e ainda garante bons momentos de reflexão.

Assim, você que ainda não leu ou que ainda não adquiriu o livro, corra para a livraria mais próxima e e entre nessa emocionante aventura (venha chorar comigo), de personagens dóceis e de leitura envolvente (sem contar que o livro fica lindo na estante). É a mais pura verdade.

Resenha | Bruxos e Bruxas, de James Patterson


Quando descobri que existia um livro contemporâneo com o tema de bruxaria e que, aparentemente, em nada fazia referência à história de Harry Potter, fiquei super empolgada, afinal, somos a geração que cresceu lendo livros fantasiosos e cheios de criaturas mágicas e já estamos cansados de novas aventuras que tentam substituir nossos queridinhos de Hogwarts. Certo?

James Patterson e Gabrielle Charbonnet foram os responsáveis por trazer às páginas a história de dois irmãos, With e Wisty, que são capturados no meio da madrugada, por um exército peculiar, e levados para uma prisão. Em meio ao susto, descobrem que são bruxos e que a Nova Ordem (organização que comanda o mundo) está providenciando a morte de todos os bruxos e bruxas do mundo a mando do Único Que É O Único (sim, esse é o "nome" do vilão).

Durante a estadia na prisão, os irmãos descobrem que não são bruxos comuns, possuem dons especiais e extremamente poderosos, além do fato de fazerem parte de uma profecia. Oi? Familiar? Então, aqui começam os problemas... Lembram que eu disse que tinha ficado empolgada com um livro sobre bruxos e que não fazia referências à Harry Potter? Nesse exato momento, minhas expectativas foram por água abaixo.

Mas continuando, With e Wisty, dois poderoso bruxos que tentam sobreviver às perseguições de Você Sabe Quem, digo, do Único Que É O Único, enquanto tentam encontrar seus pais, aparentemente desaparecidos, nestes primeiro livro, passam a conhecer um pouco mais de seus dons e das criaturas mágicas, portanto cumpre seu papel introdutório. Confesso que comprei os três livros seguintes (O Dom, O Fogo e O Beijo), mas ainda não tive coragem de continuar, sobretudo por ter achado a história muito infantil, mas logo logo serão devorados e poderei compartilhar com vocês o desenrolar (ou "enrolar") da história.

Achei a história razoável, de fato possui diversas cenas de ação e uma leitura muito fácil, mas não indico para o público adulto ou jovem adulto, pois o enredo apresenta uma postura mais infantilizada, não sendo possível fazer paralelos ou comparações à situações cotidianas a fim de obter algum aprendizado, mas para outros públicos, o livro cumpre sua proposta e diverte.

Por fim, devo admitir, a 1ª edição do livro lançada pela Novo Conceito é fantástica! A capa é emborrachada e a arte é envernizada. Só por estes detalhes, é válido ter o livro na coleção. A editora está de parabéns!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Resenha | Apenas Um Ano, de Gayle Forman

Apenas Um Ano é a continuação da história de Will e Lulu contada no livro Apenas Um Dia.

Em Apenas Um Dia, acompanhamos a história através da perspectiva de Lulu. Assim temos acesso aos seus sentimentos sobre Will, bem como os seus receios sobre a relação. Além disso, conhecendo essa única versão da história, acabamos nos inclinando a acreditar nas verdades conhecidas pela menina.

Para saber mais sobre Apenas Um Dia, leia nossa resenha, clicando aqui.

Já em Apenas Um Ano, conhecemos a história na versão de Will (nada mais justo, não?) e assim temos acesso também aos sentimentos e receios sobre Lulu e, ainda, descobrimos o que raios aconteceu depois daquela noite mágica que o casal passou juntos.

Vou evitar contar muitos detalhes da história para não estragar a surpresa do seu desenrolar, mas o que posso dizer é que o desfecho não me agradou muito, pois paramos EXATAMENTE onde o primeiro livro terminou e assim, não ficamos sabendo o futuro dos personagens.

A boa notícia é que Gayle lançou, em maio do ano passado, um conto chamado Apenas Uma Noite que conta o que acontece quando os jovens se reencontram, mas ainda não consegui encontrar uma versão em português.

Voltando à história, um dos pontos positivos é que viajar com Will é fantástico! Pois as descrições dos locais e os pequenos detalhes que Gayle nos transmite através de sua escrita são encantadores, o que, também, nos da a sensação de pertencer à história (mesmo esse fato sendo meio irônico, uma vez que Will não se sente fazendo parte de nenhum dos lugares apresentados no livro).

Outro grande ponto positivo, é que ao conhecer a história de Will, passamos a gostar do rapaz e todos os maus sentimentos deixados no primeiro livro desaparecem como num passe de mágica. De outro lado, essa abordagem trazida pela autora, automaticamente, me faz lembrar de uma tendência que vem crescendo constantemente nos últimos anos: grandes histórias contadas na visão dos vilões/não protagonistas, em que conhecemos também suas origens e motivações, como é o caso do livro Fairest Of All: a tale of the Wicked Queen e da série Once Upon a Time.

Mas de forma resumida gostei bastante desse segundo livro, muito em razão da oportunidade de conhecer uma segunda versão dos fatos e por deixar tão claro que o destino pode ser surpreendente e, até mesmo, brincalhão. Gayle Forman ganhou meu coração ao me apresentar a Will e Lulu e também ao contrabalancear a história com grandes clássicos de Shakespeare. Uma linda combinação.

Por fim, deixo aqui uma breve sinopse de Noite de Reis, obtida junto ao Wikipedia:

Noite de Reis é uma comédia sobre o amor. No reino de Illrya, o duque Orsino está apaixonado por Lady Olívia, que não o ama. Uma jovem mulher, Viola, chega a Illrya levada pelo mar após um naufrágio. Ela tem um irmão gêmeo identico, Sebastian, o qual ela acredita que morreu afogado no naufrágio. Viola se disfarça de homem, muda seu nome para Cesário, e encontra trabalho como mensageiro de Orsino. O trabalho de Viola é mandar mensagens de amor de Orsino para Lady Olívia. Olívia se apaixona por Viola (Cesário), achando que ela é um homem. Viola se apaixona por Orsino, mas não pode revelar seu amor por ele pois Orsino acha que ela é Cesário, um homem. Assim um triangulo amoroso é formado.

Enquanto isso, o tio de Olívia, Sir Toby, e sua empregada Maria, pregam uma peça no pretensioso Malvólio. Maria falsifica uma carta para fazer Malvólio pensar que Lady Olivia está apaixonada por ele. Na carta, é pedido que Malvólio se vista com meias amarelas e ligas, e sorria constantemente para ganhar o amor de Lady Olívia. Malvólio acredita na carta e segue as instruções, o que leva Olívia a acreditar que ele está louco. Levando a brincadeira mais longe, Feste, o bobo da casa, tranca Malvólio num pequeno quarto escuro como se estivesse louco.

O triângulo amoroso é resolvido pela chegada de Sebastian, o irmão gêmeo de Viola. Sebastian chega com seu amigo Antônio, que é inimigo de Orsino. Sir Andrew, amigo de Sir Toby, também está apaixonado por Olívia e, achando que Sebastian é Cesário (que Olívia ama), desafia Sebastian para um duelo. Olívia vê Sebastian e, achando que ele é Cesário, o pede em casamento. Sebastian concorda e casa com Olívia.

Enquanto isso, Antônio foi aprisionado por Orsino e, vendo Cesário, acha que este é Sebastian e roga por sua ajuda. Viola (Cesário) não reconhece Antônio e ele acredita que Sebastian o traiu. Orsino e Cesário visitam Olívia. Olívia, achando que Cesário é Sebastian, o cumprimenta como seu marido. Orsino fica furioso. Sebastian aparece e a confusão é transformada numa feliz reunião. Orsino, percebendo que Viola (Cesário) é uma mulher, constata que ele a ama, e a pede em casamento.

Há um final feliz com Olívia casando com Sebastian, Orsino casando com Viola, Toby casando com Maria e Malvólio saindo do quarto escuro.