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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Resenha | Para Continuar, de Felipe Colbert

Felipe Cobert, editor e autor da Editora Novo Conceito, presenteou os leitores  com mais uma emocionante e sensível história. O autor, que já havia lançado Belleville pela mesma editora, lançou neste segundo semestre de 2015, o livro Para Continuar.

Na história acompanhamos Leonardo César, um garoto comum, como você e eu (exceto por possuir insuficiência cardíaca), que conhece no metrô de São Paulo uma linda jovem asiática e por ela se apaixona. Bom, já sabemos que uma nova paixão e problemas cardíacos formam uma combinação perigosa, mas e se misturarmos a esses pontos a máfia japonesa e misteriosas lâmpadas típicas da mencionada cultura oriental? Parece estranho, né? Mas te garanto que não é.

Ayako, jovem por quem Leonardo se apaixona, vive com seu avô e Ho, no andar de cima de uma pequena loja, localizada no bairro da Liberdade. Quando Leonardo descobre o local, de imediato toma uma dose de coragem e tenta se aproximar de Ayako. Porém, as coisas acabam não saindo como planejado, pois na visita, Leo descobre que Ho é perdidamente apaixonado pela japonesa e que ele é primo de Kong, o líder da gangue que domina o bairro.

De outro lado, temos o mistério que cerca as curiosas lâmpadas orientais escondidas no porão da loja, que de forma alguma podem ser descobertas e/ou tocadas por qualquer um que não seja Ayako ou ojisan (seu avô). Assim, a dupla, como manda a tradição familiar, cuida e protege o local e garante a "sobrevivência" das lâmpadas e, sobretudo, garante a "sobrevivência" daquilo que elas representam. O que pode ser bastante perigoso.

Falei que a combinação não era estranha, não é?

Como vocês já devem ter percebido, o que mais me chamou a atenção na leitura, além da abordagem da cultura oriental (que acho fantástica), foi a sensibilidade do Autor, pois através de sua escrita, o leitor consegue sentir a pureza da história, o que deixa a leitura irresistível.

Contudo, para descobrir o desfecho da história e o que acontece com o triângulo amoroso, as lâmpadas e a máfia, você precisará ler o livro, porque resenha alguma conseguirá transmitir de forma adequada a sensibilidade da história e os elos que unem esses aspectos aparentemente desconexos. Mas posso garantir que vale a pena!

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Resenha | Saga de Bravos, de Patricia de Luna

Recebi em parceria com a Patricia de Luna e com a editora Idea o incrível Saga de Bravos, inclusive na época do recebimento fiz uma postagem aqui no blog apresentando o livro, e devo confessar que me apaixonei pela história no momento em que li a sinopse e após terminar o livro senti um vazio inexplicável.

Explico o porquê:

No livro há uma conexão atraente e lógica entre histórias e lendas que até então pareciam divergentes e essa conexão é tão bem alinhavada e fundamentada que de imediato passamos a ser defensores de sua veracidade. Assim, um leigo e até mesmo um conhecedor mais experiente, historicamente falando, mergulha cegamente nessa recriação da história e passa a desejar ser um de seus personagens.

Na história temos três personagens centrais: Ariadne, Simão e Hebrom. Ariadne é uma talentosa cantora, que possui também o dom da vidência e que vive no mundo contemporâneo. Ariadne também é a reencarnação de Miriam, esposa de Simão. Simão e Hebrom são velhos conhecidos, e quando digo velhos, quero dizer muito velhos, eles são os cavaleiros do apocalipse (dois cavaleiros escolhidos para proteger o Graal e testemunhar o fim dos tempos) e há mais de 2000 anos vagam pela Terra à espera do grande evento. Importante mencionar que Hebrom nem sempre teve este nome, antigamente era conhecido como Bar Abbas (Barrabás). Sim, é o Barrabás que você está pensando, aquele ladrão que foi libertado no lugar de Jesus.

Simão ao receber a missão de testemunhar o fim dos tempos também foi condenado à imortalidade e, por consequência, a presenciar a morte de todos os entes queridos. Assim, ao longo dos séculos, ao mesmo tempo que cumpre seu propósito, Simão também coloca em prática sua missão particular: encontrar a reencarnação de Miriam.

Assim chegamos ao ano de 2012, onde Simão encontra Ariadne (reencarnação de Miriam), tenta reconquistá-la, liberta-la das garras de Hebrom (sim, Hebrom dá uns "pegas" na Ariadne e aposto que foi por pura implicância) e reencontrar o Graal, que há muito foi perdido. E nesse "vuco vuco" vamos conhecendo detalhes da história de Simão e de Hebrom, os eventos que presenciaram, as participações que tiveram em momentos decisivos da história e a surpreendente importância do Brasil. E, repito, tudo isso contado de forma linear, com uma incrível conexão lógica e, claro, com muita magia e fé.

Saga de Bravos é uma história deliciosa, com sabor de quero mais e que provoca um terrível sentimento de vazio ao final das 479 páginas. É um livro dedicado não apenas àqueles que gostam de temas históricos, mas a todos que desejam fazer parte do testemunho mágico que é acompanhar a evolução dos tempos e a ultrapassagem das barreiras impostas até o caminho da felicidade eterna.

Você poderá adquirir o livro através do site da editora ou através do site da Livraria Cultura.